"Resolvam": Moradores do São Jorge relatam oscilações de energia e cobram resposta da concessionária

"Resolvam": Moradores do São Jorge relatam oscilações de energia e cobram resposta da concessionária
Foto: Reprodução

Por Redação com cada Minuto.


Moradores do bairro São Jorge, na parte alta de Maceió, têm registrado quedas e variações no fornecimento de energia elétrica e pedem providências à Equatorial Alagoas. Segundo os relatos, as ocorrências se intensificam nos horários de maior consumo.


Uma moradora, que preferiu não se identificar, afirma que as interrupções chegam a ocorrer diversas vezes em um curto intervalo de tempo. “Teve dia de a energia cair e voltar umas sete vezes em menos de dez minutos. Enquanto eu estava em ligação com a própria Equatorial, o atendente escutava meu ventilador ligando e desligando”, relatou.


Ela informou que recebeu orientação para desligar os aparelhos da tomada como forma de evitar danos. “Eu até desligo quando estou acordada, mas e quem está dormindo? Quantas pessoas vão acordar de madrugada para tirar tudo da tomada? O medo é perder geladeira, televisão, computador”, disse.


Outros moradores relatam que as falhas são mais recorrentes entre 17h e 19h. Parte dos consumidores afirma ter registrado protocolos de atendimento por telefone e pelo WhatsApp da concessionária.


“Às vezes a energia volta rápido e nem dá tempo de ligar. Pelo WhatsApp fica protocolado. A gente avisa sempre, mas não vê solução definitiva”, afirmou outra residente.


Há também preocupação com a expansão imobiliária no entorno do bairro. De acordo com os relatos, novos empreendimentos residenciais foram entregues ou estão em construção na região.


“Está crescendo muito, são prédios inteiros novos. A população aumentou e a rede parece a mesma. A gente não tem conhecimento técnico, mas tudo indica que pode ser sobrecarga”, avaliou uma moradora.


Além do risco de danos a eletrodomésticos, os moradores cobram esclarecimentos sobre as causas das interrupções e eventuais medidas estruturais para estabilizar o fornecimento.


“Não queremos só que abram chamado. Queremos saber o motivo e que resolvam de vez”, reforçou.