Três juízes deixam gabinete de Moraes e retornam para TJ de SP

Três juízes deixam gabinete de Moraes e retornam para TJ de SP
Foto: Reprodução

Por redação com O Antagonista, Estadão e Folha de São Paulo


Dois juízes auxiliares e um juiz instrutor deixaram o gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), entre janeiro e março deste ano para retornar ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), segundo revelou o Estadão.


Entre os magistrados que voltarão a São Paulo está o desembargador Airton Vieira, principal assessor de Moraes no exercício de juiz instrutor em processos criminais. Vieira foi citado no escândalo batizado de Vaza Toga, após o jornal Folha de S.Paulo divulgar áudios de conversas entre ele e o ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Eduardo Tagliaferro, que foi indiciado pela Polícia Federal (PF) nesta quarta (02).


Além de Vieira, também deixaram a equipe do ministro os juízes Rogério Marrone de Castro Sampaio e André Solomon Tudisco.


De acordo com a reportagem, Moraes já iniciou um processo seletivo para a escolha dos novos juízes de sua equipe. O ministro é o único integrante do STF a ter autorização para contar com quatro assistentes.


PF indicia ex-assessor


A Polícia Federal (PF) indiciou nesta quarta, 2, ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Eduardo Tagliaferro, por violação de sigilo funcional com dano à administração pública, no escândalo batizado de Vaza Toga.


Segundo o órgão, Tagliaferro ocupava cargo de confiança na Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação no TSE e “praticou, de forma consciente e voluntária” o alegado crime.


“Por todas as razões delineadas, com amparo nas informações trazidas as autos, com extensa realização de oitivas e amparo na quebra de sigilo telemática deferida, constata-se a materialidade”, diz trecho da PF.


No documento, a PF afirma que o ex-assessor revelou à própria esposa que repassou informações ao jornal Folha de S.Paulo.


“O diálogo deixou evidente que Eduardo divulgou ao jornalista informações que foram obtidas enquanto ele laborada na Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE. Estas informações deveriam ser mantidas em sigilo”, destaca.