Zambelli lamenta abandono de Bolsonaro
02/04/2025 20:26:09
Por redação com O Antagonista e Folha de São Paulo.
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) afirmou em entrevista à Folha que se vê abandonada por Jair Bolsonaro (PL). “Não só eu, como outras pessoas também perderam a amizade do presidente no momento que precisaram”, disse.
Sobre a crítica de Bolsonaro, que atribuiu a ela a derrota para Lula (PT) nas eleições de 2022, Zambelli discordou.
“Acho que atrapalhou, mas não foi algo tão impactante. Não acredito que muitas pessoas mudaram seu voto por causa disso.”
Zambelli também se disse arrependida pelo episódio de 2022, quando apontou uma arma para um homem em São Paulo, na véspera das eleições: “Devia ter entrado no carro e ido embora”.
Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal formou maioria para condená-la a 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto e à perda de mandato por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal. O julgamento foi suspenso.
Zambelli, que apoia Bolsonaro desde 2013, também revelou sua frustração por não ter recebido o apoio do ex-presidente. “Fui uma das pessoas mais linha de frente para defender o governo e não tive a amizade dele neste momento difícil”.
Quanto à participação em manifestações a favor de Bolsonaro, como a programada para o dia 6 de abril, Zambelli afirmou que não comparecerá, pois está focada em seu julgamento. “Vou votar a favor da anistia se o projeto chegar à Câmara, mas não posso me arriscar agora”.
A indireta de Zambelli
Na semana passada, Zambelli publicou uma mensagem por meio do X que foi vista por integrantes do PL como uma indireta ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Enfrentar o julgamento dos inimigos é até suportável. Difícil é aguentar o julgamento das pessoas que sempre defendi e continuarei defendendo”, declarou a parlamentar.
A mensagem foi publicada horas após o ex-presidente ter reafirmado, em um podcast, que Zambelli teria sido a responsável por sua derrota eleitoral em 2022 por ter sido flagrada com uma arma em punho em São Paulo.
O STF formou maioria na terça-feira, 25, para condenar a deputada federal a cinco anos de prisão e à cassação do mandato pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. O julgamento está suspenso por um pedido de vista do ministro Kassio Nunes Marques.
A pena foi sugerida pelo relator do caso, ministro Gilmar Mendes. Seguiram o relator, os ministros Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Dias Toffoli.
O julgamento ocorre no plenário virtual e deveria ser concluído até 28 de março. Com a decisão de Marques, não há data para que ele seja retomado, mas o ministro tem até 90 dias para retomar a análise do processo.
Perseguição armada
A deputada é ré no STF pelo episódio em que apontou uma arma para um homem em São Paulo, em outubro de 2022, após uma discussão.
Zambelli argumentou em sua defesa que possuía autorização para portar a arma. Gilmar Mendes, porém, afirmou que o porte de arma para defesa pessoal não justifica a perseguição de indivíduos em via pública, sem risco imediato para a segurança.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu sua condenação.
O jornalista Luan Araújo, que foi perseguido por Zambelli, atuou como testemunha de acusação e afirmou que a deputada reagiu de forma desproporcional e violenta à discussão. Na época, um segurança da deputada chegou a disparar a arma, mas foi preso pela Polícia Civil.
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