Lula reage a ofensiva dos EUA na Venezuela e fala em violação inaceitável da soberania

Lula reage a ofensiva dos EUA na Venezuela e fala em violação inaceitável da soberania
Presidente Lula (PT) - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por Redação com agências


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) condenou duramente, neste sábado (3), a ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou em bombardeios e na captura do presidente Nicolás Maduro. Para Lula, a ofensiva representa a ultrapassagem de um limite que não pode ser tolerado nas relações internacionais.


Em declaração pública, o chefe do Executivo brasileiro afirmou que a operação norte-americana configura uma violação grave da soberania venezuelana e do direito internacional. Segundo ele, iniciativas desse tipo reavivam práticas históricas de intervenção externa na América Latina e colocam em risco a estabilidade regional.


Lula reagiu diretamente ao anúncio feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que confirmou a retirada de Maduro do território venezuelano após uma ação militar de grande escala. Para o presidente brasileiro, o episódio não pode ser tratado como um fato isolado e abre precedentes perigosos para a convivência entre as nações.


Diante do agravamento da crise, o governo federal convocou uma reunião de emergência com ministros e assessores, com o objetivo de avaliar os impactos políticos, diplomáticos e regionais da ofensiva. O encontro busca definir a posição oficial do Brasil e eventuais medidas no âmbito internacional.


O presidente também fez um apelo à Organização das Nações Unidas (ONU), defendendo uma reação firme da comunidade internacional. Na avaliação de Lula, o organismo precisa atuar para evitar que ações unilaterais desse tipo se tornem recorrentes e comprometam a paz global.


Desde o início da escalada de tensão entre Washington e Caracas, Lula tem reiterado sua oposição a qualquer tipo de intervenção militar na região. Segundo ele, divergências entre países devem ser resolvidas exclusivamente por meio do diálogo diplomático, e não pela força.