Prefeito de Coité do Nóia afirma que vítimas de acidente com romeiros pertenciam, em sua maioria, à mesma família

Prefeito de Coité do Nóia afirma que vítimas de acidente com romeiros pertenciam, em sua maioria, à mesma família
Acidente na AL-220 vitimou 16 pessoas que viajavam no ônibus. - Foto: Assessoria

Por Redação


O prefeito de Coité do Nóia, Bueno Higino Filho, afirmou que a maior parte das vítimas fatais do acidente com um ônibus de romeiros no Sertão de Alagoas integrava um mesmo grupo familiar. De acordo com o gestor, a característica da romaria no município faz com que parentes próximos costumem viajar juntos.


“Geralmente os ônibus vão praticamente em uma, duas famílias, três famílias”, declarou o prefeito. Segundo ele, essa dinâmica resultou em perdas simultâneas dentro de um mesmo núcleo familiar. “Teve pessoas que tiveram sete membros de família, cinco membros de família”, relatou.


A declaração foi dada após a confirmação de 16 mortes no acidente ocorrido na terça-feira (3). A tragédia atingiu moradores de Coité do Nóia e municípios vizinhos, provocando impacto direto em diversas famílias da região.


Diante da situação, a prefeitura informou que irá arcar com os custos dos funerais das vítimas. As cerimônias serão realizadas de forma coletiva, com exceção de famílias que optarem por despedidas reservadas. O município também anunciou a oferta de acompanhamento psicológico às famílias atingidas, por meio da rede de assistência social.


O acidente aconteceu na rodovia AL-220, em um trecho conhecido como “S do Caboclo”, nas proximidades do Sítio Boqueirão, no distrito de Caboclo, em São José da Tapera, no Médio Sertão alagoano.


O ônibus havia partido de Juazeiro do Norte, no Ceará, com destino aos municípios de Limoeiro de Anadia e Coité do Nóia, transportando cerca de 60 romeiros que participaram da Romaria de Nossa Senhora das Candeias.


Além das mortes, 20 pessoas ficaram feridas e deram entrada na rede estadual de saúde. Quinze delas foram atendidas no Hospital Regional do Alto Sertão, em Delmiro Gouveia, enquanto outras foram encaminhadas para unidades de menor complexidade.


A Polícia Científica concluiu a perícia no local. Segundo o perito criminal Gerard Deokaran, o ônibus saiu da pista ao contornar uma curva, caiu em uma ribanceira com mais de cinco metros de altura e tombou às margens da rodovia, no sentido São José da Tapera.


Equipamentos como o tacógrafo foram recolhidos para análise. Exames no sistema de freios e medições técnicas de velocidade integram o conjunto de procedimentos adotados pela investigação, que segue sob responsabilidade da Polícia Civil. Laudos complementares ainda devem ser emitidos para esclarecer as causas e a dinâmica do acidente.