Brasil fecha fronteira com a Venezuela após ofensiva dos EUA e anúncio de captura de Maduro

Brasil fecha fronteira com a Venezuela após ofensiva dos EUA e anúncio de captura de Maduro
Fechamento ocorreu horas após os ataques - Foto: Wiha Melo/Arquivo pessoal

Por Redação com agências


A fronteira entre Brasil e Venezuela foi fechada na manhã deste sábado (3), em reação direta ao ataque em larga escala realizado pelos Estados Unidos em território venezuelano e à captura anunciada do presidente Nicolás Maduro. O bloqueio ocorreu na cidade de Pacaraima, em Roraima, principal ponto de ligação terrestre entre os dois países.


Imagens divulgadas pela Polícia Militar de Roraima mostram viaturas, militares do Exército e cones de isolamento posicionados junto ao marco fronteiriço, impedindo a circulação de pessoas e veículos. Até o momento, o Exército em Roraima e o Comando Militar da Amazônia não divulgaram nota oficial detalhando a operação.


A medida foi adotada poucas horas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que forças americanas realizaram uma ofensiva militar de grande porte na Venezuela e retiraram Maduro e sua esposa do país por via aérea. O local onde o presidente venezuelano estaria não foi informado.


Durante a madrugada, Caracas foi sacudida por explosões, aumentando o clima de tensão. Segundo a agência Associated Press, ao menos sete detonações foram registradas em cerca de 30 minutos. Moradores relataram tremores, aeronaves voando em baixa altitude e correria nas ruas da capital.


Ainda de acordo com os relatos, bairros próximos à base aérea de La Carlota ficaram sem energia, enquanto vídeos compartilhados nas redes sociais mostram colunas de fumaça saindo de instalações militares e aviões cruzando o céu da cidade.


Em resposta, o governo venezuelano divulgou um comunicado afirmando que o país está sob agressão estrangeira e decretou estado de Comoção Exterior em todo o território nacional. O texto menciona a ativação de planos de mobilização e defesa.


A vice-presidente Delcy Rodríguez declarou publicamente que não sabe onde Maduro se encontra e cobrou do governo americano uma prova de vida do presidente, elevando ainda mais a pressão diplomática e a incerteza sobre o desfecho da crise.