Venezuela cobra prova de vida de Maduro e acusa EUA de matar civis em ofensiva militar

Venezuela cobra prova de vida de Maduro e acusa EUA de matar civis em ofensiva militar
Nicolás Maduro - Foto: Reprodução/X

Por Redação com agências


O governo da Venezuela elevou o tom neste sábado (3) e exigiu provas de vida do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, após os ataques militares atribuídos aos Estados Unidos. Desde o início da ofensiva, o paradeiro do casal segue desconhecido, o que aumentou a tensão política e militar no país.


Em pronunciamento oficial, a vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou que a operação atingiu não apenas alvos estratégicos, mas também áreas civis. Segundo ela, bombardeios registrados em Caracas e nos estados de Aragua, Miranda e La Guaira teriam provocado mortes de civis, informação que, de acordo com o governo venezuelano, confirma a gravidade da ação militar.


Rodríguez disse ainda que Maduro já havia alertado a população sobre o risco de uma ofensiva desse porte. Para ela, o ataque confirma um cenário de escalada planejada e deliberada, com impactos diretos sobre a população. A vice-presidente reforçou que o silêncio em torno do paradeiro do presidente é inaceitável e cobrou dos Estados Unidos uma manifestação clara sobre a condição de Maduro.


Diante do avanço da crise, o governo anunciou a ativação imediata da defesa nacional. Em declaração, Rodríguez afirmou que o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, mobilizou as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas, além de milícias populares e órgãos de segurança, para atuar de forma integrada na proteção do território.


Ao adotar um discurso fortemente simbólico, a vice-presidente afirmou que a Venezuela não aceitará interferência externa. Segundo ela, o país seguirá defendendo sua soberania e independência, evocando o legado de Simón Bolívar como referência histórica da resistência nacional.


No cenário internacional, entidades ligadas a movimentos sociais e intelectuais também reagiram. Organizações como a Rede de Intelectuais, Artistas e Movimentos Sociais em Defesa da Humanidade (REDH) classificaram a ofensiva como um crime contra a paz e acusaram os EUA de violar a Carta da ONU, apontando a ação como parte de uma disputa geopolítica ligada aos recursos energéticos venezuelanos.