Venezuela cobra prova de vida de Maduro e acusa EUA de matar civis em ofensiva militar
04/01/2026 21:54:56
Por Redação com agências
O governo da Venezuela elevou o tom neste sábado (3) e exigiu provas de vida do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, após os ataques militares atribuídos aos Estados Unidos. Desde o início da ofensiva, o paradeiro do casal segue desconhecido, o que aumentou a tensão política e militar no país.
Em pronunciamento oficial, a vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou que a operação atingiu não apenas alvos estratégicos, mas também áreas civis. Segundo ela, bombardeios registrados em Caracas e nos estados de Aragua, Miranda e La Guaira teriam provocado mortes de civis, informação que, de acordo com o governo venezuelano, confirma a gravidade da ação militar.
Rodríguez disse ainda que Maduro já havia alertado a população sobre o risco de uma ofensiva desse porte. Para ela, o ataque confirma um cenário de escalada planejada e deliberada, com impactos diretos sobre a população. A vice-presidente reforçou que o silêncio em torno do paradeiro do presidente é inaceitável e cobrou dos Estados Unidos uma manifestação clara sobre a condição de Maduro.
Diante do avanço da crise, o governo anunciou a ativação imediata da defesa nacional. Em declaração, Rodríguez afirmou que o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, mobilizou as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas, além de milícias populares e órgãos de segurança, para atuar de forma integrada na proteção do território.
Ao adotar um discurso fortemente simbólico, a vice-presidente afirmou que a Venezuela não aceitará interferência externa. Segundo ela, o país seguirá defendendo sua soberania e independência, evocando o legado de Simón Bolívar como referência histórica da resistência nacional.
No cenário internacional, entidades ligadas a movimentos sociais e intelectuais também reagiram. Organizações como a Rede de Intelectuais, Artistas e Movimentos Sociais em Defesa da Humanidade (REDH) classificaram a ofensiva como um crime contra a paz e acusaram os EUA de violar a Carta da ONU, apontando a ação como parte de uma disputa geopolítica ligada aos recursos energéticos venezuelanos.
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