Pacientes com enfisema pulmonar enfrentam falta de medicamentos essenciais fornecidos pelo Governo de AL

Pacientes com enfisema pulmonar enfrentam falta de medicamentos essenciais fornecidos pelo Governo de AL
Denúncia diz que faltam medicamentos para efisema pulmonar na CEAF, antiga Farmex - Foto: Arquivo/Carla Cleto/Ascom Sesau

Por Francês News


Pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), conhecida como enfisema pulmonar, estão enfrentando a falta de medicamentos essenciais fornecidos pelo governo do estado de Alagoas. A denúncia foi feita ao portal Cada Minuto pelo médico pneumologista Aldo Agra de Albuquerque Neto, presidente da Associação Alagoana das Doenças do Tórax, que alerta para o risco de agravamento da doença, internações e mortes devido à interrupção do tratamento.


“O problema é que estão faltando todas as medicações para que o paciente não piore e precise ser internado”, afirmou o especialista. Entre os remédios em falta estão Alenia, Spiolto, Olodaterol e Anoro Ellipta, broncodilatadores de uso contínuo que controlam os sintomas da doença progressiva e sem cura. Aldo Agra critica ainda a falta de comunicação do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF), que não teria dado “nenhum posicionamento” sobre a normalização do fornecimento.


A DPOC é uma condição debilitante, muitas vezes causada pelo tabagismo, que dificulta a respiração e causa tosse crônica. A suspensão do tratamento pode levar a exacerbações graves. “Quando se tiram essas medicações dos pacientes, eles podem piorar os sintomas e ficam suscetíveis a exacerbações, aumentando as possibilidades de serem hospitalizados e até morrer”, alertou o pneumologista.


Questionada pela reportagem, a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas informou que o medicamento Alenia teria chegado ao CEAF. No entanto, não há informações sobre a regularização dos demais fármacos essenciais para os pacientes, que dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS) para manter o tratamento ambulatorial.


A situação expõe a vulnerabilidade dos pacientes crônicos e a fragilidade na logística de distribuição de medicamentos de alto custo, colocando em risco a saúde de uma parcela da população que já lida com uma doença limitante e progressiva.