Prefeito André Castro é acusado de abandonar crianças com autismo em Santana do Mundaú
12/02/2026 20:02:46
Vinícius Rocha
Mães denunciam falta de políticas públicas, descumprimento de promessas e ausência de diálogo da Secretaria de Saúde
Mães de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Santana do Mundaú estão utilizando grupos de mensagens para denunciar o que classificam como descaso da gestão municipal com a saúde de crianças atípicas. Segundo os relatos, a atual administração tem ignorado reiteradas cobranças e não trata a pauta como prioridade.
As críticas são direcionadas à gestão do prefeito André Castro e, de forma direta, à atuação da Secretaria Municipal de Saúde, comandada por Paula Cavalcante. De acordo com as mães, não há políticas públicas eficazes nem ações concretas voltadas ao atendimento especializado de crianças com autismo no município.
Entre as principais reclamações está o descumprimento de promessas feitas pela própria gestão. Um encontro entre representantes da Secretaria de Saúde e as mães atípicas, que deveria ter ocorrido ainda no ano passado, segue sem qualquer previsão, mesmo já estando em fevereiro. Para as famílias, a ausência de diálogo evidencia desorganização administrativa e falta de sensibilidade com a causa.
Outro ponto levantado pelas mães é a permanência de cargos comissionados na área da saúde, o que, segundo elas, tem impedido mudanças reais no modelo de atendimento. As famílias afirmam que interesses políticos estariam se sobrepondo às necessidades das crianças, que dependem de acompanhamento multiprofissional, terapias contínuas e acesso digno aos serviços públicos.
“Só quem é mãe atípica sabe a luta diária para garantir o tratamento dos filhos. Enquanto isso, a secretaria permanece inerte”, relatou uma das participantes do grupo, expressando o sentimento coletivo de abandono e indignação.
O grupo cobra providências imediatas e alerta que, sem mudanças na condução da Secretaria de Saúde e na coordenação da pasta, o cenário tende a se agravar, prejudicando diretamente dezenas de famílias que dependem do poder público para assegurar o direito básico à saúde.
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