Neymar tenta quebrar tabu de 28 anos para garantir vaga na Copa de 2026; entenda
Atacante não é convocado por Ancelotti e precisa superar padrão que, desde 1998, exclui jogadores de fora do ciclo preparatório.
Por Redação
A ausência de Neymar na convocação da Seleção Brasileira para os amistosos contra França e Croácia acendeu um alerta sobre suas chances na Copa do Mundo de 2026. Para estar na lista final, que será divulgada por Carlo Ancelotti no dia 18 de maio, o atacante precisa romper um padrão que se mantém há quase três décadas.
Desde a Copa do Mundo de 1998, a Seleção não convoca para o torneio um jogador que não tenha participado do ciclo de preparação. Naquele ano, o lateral Zé Carlos foi a exceção, chamado de última hora para suprir uma lesão. De lá para cá, as comissões técnicas mantiveram a base formada ao longo do período pré-Mundial.
Falta de sequência
O principal obstáculo para Neymar é a ausência de ritmo de jogo. Desde a grave lesão no joelho sofrida em 2023, o atacante tenta se firmar fisicamente. Embora tenha sido convocado em listas anteriores, ele não atua pela Seleção desde então. Sob o comando de Carlo Ancelotti, o camisa 10 ainda não entrou em campo.
A ausência nos amistosos da Data Fifa de março reforça a dificuldade de uma convocação direta para o Mundial. A comissão técnica acompanha sua evolução no Santos, mas os jogos recentes não foram suficientes para garantir um lugar entre os convocados.
Concorrência e critérios
Além da condição física, Neymar enfrenta um setor ofensivo mais competitivo. Nomes como Vinícius Júnior e Raphinha ganharam espaço e se consolidaram na base da equipe. Para a comissão técnica, dois fatores serão decisivos: plena recuperação física e regularidade em campo nas próximas semanas.
Histórico ainda pesa
Apesar do momento, Neymar segue como o maior artilheiro da história da Seleção, com 79 gols em 128 partidas. O número mantém seu nome no radar, mas o tempo até a convocação final é curto. Para voltar a vestir a amarelinha, o camisa 10 terá que convencer Ancelotti a abrir uma exceção que não ocorre no futebol brasileiro desde 1998.