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PM que matou enfermeira em Penedo vai a júri no fim de março

José Maxwell Lemos Simões será interrogado no dia 31 na 4ª Vara Criminal; vítima levou tiro na cabeça dentro de casa após 10 anos de relação

Por Redação

O policial militar José Maxwell Lemos Simões, acusado de assassinar a enfermeira Ana Beatriz Cavalcante Ramos, passará por audiência de instrução no próximo dia 31 de março. A sessão está marcada para ocorrer na 4ª Vara Criminal da Comarca de Penedo, onde o réu será interrogado e testemunhas deverão prestar depoimento.

O militar está detido no presídio militar de Maceió desde a data do crime, ocorrido em 12 de dezembro de 2025. Na ocasião, Ana Beatriz, de 29 anos, foi morta com um tiro na cabeça dentro da residência onde morava com o suspeito, no bairro Dom Constantino .

Dinâmica do crime

De acordo com as investigações, após efetuar o disparo, o policial deixou o local e seguiu para um bar da cidade, onde amigos tentaram contê-lo sem sucesso . Em seguida, fugiu em desespero pelas ruas do município e acabou se envolvendo em um acidente de trânsito na zona rural de Penedo .

O suspeito permaneceu foragido durante a madrugada, enquanto equipes da Polícia Civil realizavam buscas em hospitais da região, diante da informação de que ele poderia estar ferido . No dia seguinte, 13 de dezembro, José Maxwell se apresentou às autoridades acompanhado de advogado no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) de Penedo, onde foi cumprido mandado de prisão preventiva .

Relacionamento e investigação

A vítima e o acusado mantiveram um relacionamento por cerca de dez anos . A principal linha de investigação aponta que o crime teria sido motivado pela não aceitação do fim da relação por parte do militar .

No imóvel onde ocorreu o homicídio, equipes policiais encontraram cômodos revirados e diversas armas de fogo, que foram apreendidas e integram o material sob análise da Justiça .

Desdobramentos

A Polícia Militar de Alagoas instaurou Conselho de Disciplina para avaliar a permanência do cabo José Maxwell Lemos Simões nos quadros da corporação . O procedimento administrativo corre em paralelo à ação penal.

A audiência do dia 31 de março representa mais uma etapa do processo que busca esclarecer as circunstâncias do feminicídio. O réu permanece à disposição da Justiça no presídio militar da capital.