Política
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Governada há 11 anos pelo grupo dos Calheiros, Alagoas amarga 26ª posição no IDH e segue como um dos piores estados em qualidade de vida e desigualdade

Redação

Dados divulgados em 2026 expõem o fracasso persistente da gestão pública alagoana em reverter décadas de subdesenvolvimento. Alagoas ocupa a 26ª posição entre as 27 unidades da federação no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), segundo levantamento do PNUD e do Ipea.

Alagoas está à frente apenas do Maranhão no ranking que mede renda, educação e longevidade. A situação não é diferente quando o critério é qualidade de vida.

No Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, que avalia saúde, segurança, moradia, saneamento, inclusão social e acesso a direitos, Alagoas figura na 24ª colocação nacional, integrando o grupo dos quatro estados com piores condições de vida do país.

A concentração de renda completa o quadro alarmante. O Índice de Gini mais recente posiciona Alagoas entre os estados com maior desigualdade social do Brasil, evidenciando que o crescimento econômico alardeado pelos governos sucessivos não chegou à base da pirâmide, a distância entre ricos e pobres segue intacta.

O dado mais contundente, porém, não está nos números em si, mas no contexto político que os cerca: Alagoas acumula vinte anos de continuidade administrativa sob o mesmo grupo político, período em que o estado não conseguiu sair das últimas posições em nenhum dos principais indicadores sociais do país.

Em 2015, no primeiro ano do governo Renan Calheiros Filho, o estado de Alagoas ocupava a 26ª posição no ranking de Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) entre as 27 Unidades da Federação do Brasil. Hoje, sob o comando de Paulo Dantas, aliado de 1ª hora da oligarquia de Murici, e que assumiu o cargo após a vacância deixada pelo filho de Renan Calheiros ao concorrer para o Senado Federal, Alagoas continua onde está.

Para críticos, os resultados evidenciam uma gestão incapaz de transformar recursos públicos em avanço concreto para a população.