Marina JHC acusa grupo de Renan Filho de transformar ataques a mulheres em estratégia eleitoral
Após episódios envolvendo Marina, Lara Tenório e Ana Paula Mendes, candidata ao Senado afirma que críticas pessoais têm sido usadas para tentar descredibilizar mulheres em posições de liderança
Por assessoria
A campanha de Marina JHC, candidata ao Senado por Alagoas, voltou a criticar o que considera uma sucessão de episódios de ataques direcionados a mulheres que ocupam posições de destaque na política e na gestão pública. Para a candidata, o episódio mais recente envolve Ana Paula Mendes, ex-secretária e ex-coordenadora do Banco da Mulher Empreendedora, programa voltado ao incentivo ao empreendedorismo e à autonomia financeira feminina.
Marina afirma que a trajetória de Ana Paula passou a ser questionada por conteúdos divulgados por canais de comunicação que, na avaliação da candidata, estão alinhados ao grupo político de Renan Filho. A Prefeitura de Maceió informou, em julho deste ano, que o Banco da Mulher Empreendedora já havia alcançado quase 10 mil mulheres. Marina sustenta que a tentativa de descredibilizar a ex-gestora também atinge uma política pública direcionada à geração de renda e à independência econômica de mulheres.
A candidata relaciona o episódio a outros dois momentos recentes da campanha eleitoral. Marina JHC já havia reagido a declarações feitas em Santana do Ipanema que utilizaram sua origem em Cuiabá para questionar seu conhecimento sobre Alagoas. Em outro episódio, durante debate entre JHC e Renan Filho, a escolha de Lara Tenório para comandar a Secretaria Municipal de Saúde também foi alvo de críticas relacionadas à sua trajetória familiar. Os episódios foram classificados por Marina e por críticos como manifestações de caráter xenofóbico e misógino.
Para Marina, a repetição de situações envolvendo mulheres em posições de protagonismo não deve ser tratada como episódios isolados. “Primeiro me aracaram. Depois, durante um debate, atacaram Lara Tenório. Agora, o alvo é Ana Paula. É sempre uma mulher”, afirma a candidata, que defende que críticas políticas façam parte do processo democrático, mas sejam baseadas em argumentos, dados e propostas, e não em ataques pessoais ou informações que distorçam trajetórias e enganem o povo.
Marina também afirma que a reação aos episódios deve ultrapassar a disputa eleitoral e representar uma defesa da participação feminina nos espaços de poder. “Isso deixou de ser coincidência. Existe uma lógica: quando uma mulher cresce, quando uma mulher lidera, quando uma mulher entrega resultado, tentam encontrar uma forma de diminuí-la”, afirmou.