Política
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No Senado desde 1995, Renan Calheiros precisou renunciar após série de denúncias de corrupção

Francês News

Renan Calheiros costuma apresentar as quatro vezes em que foi eleito presidente do Senado como prova de sua força política. A conta está correta. O que esse resumo deixa de fora é que, em 4 de dezembro de 2007, ele renunciou ao comando da Casa em meio a uma crise provocada por denúncias contra si.

Naquele ano, o Conselho de Ética investigou, entre outras acusações, a suspeita de que um funcionário da construtora Mendes Júnior teria pago despesas pessoais do senador relacionadas à pensão alimentícia de uma filha. O conselho recomendou a cassação. No plenário, porém, Renan obteve votos suficientes para manter o mandato.

A permanência no Senado não encerrou a crise na presidência. Durante a análise de representação por quebra de decoro, Renan anunciou sua renúncia. O caso também teve desdobramento judicial.

Quatro eleições à presidência do Senado compõem o currículo de Renan Calheiros. Uma renúncia em meio a denúncias também.