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Dengue volta a preocupar em Alagoas; estado tem 4,4 mil casos e cinco mortes confirmadas ou em investigação

Chikungunya também avança e já soma 1.619 registros; autoridades reforçam necessidade de eliminar criadouros do Aedes aegypti

Por Redação com Francês News

O avanço das arboviroses voltou a acender o alerta em Alagoas. Até 25 de julho, o estado contabilizava 4.455 casos de dengue, com duas mortes confirmadas e outras três em investigação, segundo dados do monitoramento de arboviroses do Ministério da Saúde.

Entre os registros deste ano, 55 pacientes desenvolveram dengue grave ou apresentaram sinais de alarme, situações que exigem maior atenção médica por causa do risco de complicações.

Os dados mostram ainda que as mulheres representam 55% das pessoas que contraíram dengue em Alagoas, enquanto os homens correspondem a 45%. Em ambos os sexos, a maior concentração de registros está entre pessoas de 20 a 29 anos.

A circulação do Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão da dengue e também da chikungunya, é favorecida por condições ambientais que permitem a formação de criadouros, especialmente recipientes com água parada.

Mortes já igualam total registrado em 2025

Os números também chamam atenção quando comparados aos do ano passado. Dados da Secretaria Executiva de Vigilância em Saúde (Sevisa) apontam que Alagoas registrou 7.955 casos prováveis de dengue em todo o ano de 2025, desconsiderando as notificações posteriormente descartadas.

Naquele período, foram confirmadas duas mortes pela doença. A incidência registrada em 2025 havia representado uma redução de 55,6% em relação a 2024.

Em 2026, embora o número de casos contabilizados até julho ainda seja inferior ao total registrado durante todo o ano passado, as duas mortes já confirmadas igualam o número de óbitos de 2025. Caso algum dos três óbitos atualmente sob investigação seja confirmado como decorrente da dengue, o estado ultrapassará o total do ano anterior.

Vacinação contra dengue

A vacina contra a dengue é disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o público definido pela estratégia nacional de imunização. Em Alagoas, a vacinação destinada a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos permanece disponível nos postos municipais de saúde.

A adesão, entretanto, ainda preocupa. Há regiões do estado com cobertura em torno de 15%, percentual que mantém parte significativa do público-alvo sem a proteção prevista pelo esquema vacinal.

Chikungunya soma mais de 1,6 mil casos

chikungunya também apresenta números expressivos em Alagoas. Até 25 de julho, foram registrados 1.619 casos, com dois óbitos confirmados e outros dois em investigação.

As mulheres representam aproximadamente 60% dos casos da doença, com maior concentração entre pessoas de 40 a 49 anos.

O levantamento também aponta infecções entre crianças pequenas. Foram registrados casos em 15 bebês com menos de 1 ano e 48 crianças de 1 a 4 anos.

Dengue e chikungunya são transmitidas pelo Aedes aegypti. Por isso, uma das principais formas de prevenção continua sendo a eliminação dos locais onde o mosquito consegue se reproduzir.

A recomendação é retirar água parada de vasos, pneus, garrafas, recipientes, calhas e outros objetos. Mesmo pequenos materiais descartados, como copos e tampinhas, podem acumular água e servir de criadouro para o mosquito.