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DENÚNCIA

MPAL apura denúncia de invasão de casas, agressão e desaparecimento de R$ 12 mil em ação da PM

Morador de condomínio em Maceió relata violência após questionar entrada de policiais sem mandado; Ministério Público cobra informações sobre investigação da Corregedoria

Francês News

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) abriu um procedimento administrativo para acompanhar a apuração de uma denúncia de invasão de residências, agressão e desaparecimento de R$ 12 mil durante uma ação de policiais militares em um condomínio de Maceió. A portaria foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (14).

O episódio teria ocorrido em 10 de janeiro deste ano e envolve agentes de um batalhão especializado da Polícia Militar. A publicação não identifica o condomínio nem os policiais denunciados.

Segundo o relato encaminhado ao Ministério Público, os agentes entraram no condomínio seguindo um morador e realizaram incursões em casas sem consentimento dos ocupantes. O denunciante, identificado no documento apenas pelas iniciais, afirma que foi agredido depois de questionar a ausência de mandado judicial.

A promotora Karla Padilha Rebelo Marques, da 62ª Promotoria de Justiça da Capital, requisitou informações atualizadas sobre a investigação já instaurada pela Corregedoria da PM.

Morador relata agressão e desaparecimento de dinheiro

De acordo com a denúncia registrada na portaria, a abordagem aconteceu próximo da meia-noite. O morador afirma que questionou os policiais após a entrada em sua residência e recebeu um soco no rosto, além de ter sido imobilizado pelo pescoço.

Ainda segundo o relato, a busca não encontrou material ilícito. Após a ação, o denunciante percebeu o desaparecimento de R$ 12 mil.

A publicação apresenta esses acontecimentos como informações fornecidas pelo morador. Não há, no documento, conclusão sobre a responsabilidade dos agentes pela agressão ou pelo desaparecimento do dinheiro.

Corregedoria já havia aberto apuração

A Corregedoria da Polícia Militar instaurou uma investigação preliminar em janeiro. A existência desse procedimento foi informada ao Ministério Público em resposta encaminhada pela corporação em maio.

Com a nova portaria, o MPAL solicita atualização sobre o andamento da apuração, as diligências realizadas e uma eventual conclusão.

O caso já tramitava como notícia de fato, instrumento utilizado pelo Ministério Público para analisar demandas recebidas. Como o prazo dessa etapa terminou antes da conclusão das providências, o acompanhamento foi convertido em procedimento administrativo.

A portaria é datada de 4 de outubro, mas sua publicação ocorreu nesta quarta-feira. Portanto, o ato divulgado agora dá continuidade à análise de uma denúncia sobre fatos ocorridos no início do ano.

O procedimento tramita sob o número 09.2026.00001431-5. O Diário Oficial não apresenta a versão dos policiais envolvidos nem o resultado da investigação da Corregedoria.