Maceió
Posicionamento

Vereador cobra esclarecimentos após denúncia de perseguição a servidores do HGE

David do Emprego manifestou preocupação com os relatos e defendeu que os trabalhadores sejam tratados com respeito

Francês News

Uma denúncia sobre perseguição a trabalhadores do Hospital Geral do Estado (HGE) motivou um novo posicionamento do vereador David do Emprego (União Brasil). Segundo o parlamentar, relatos recebidos apontam que servidores teriam sido remanejados e até demitidos após acompanharem uma visita de um agente político e mostrarem a realidade enfrentada na unidade hospitalar.

Em uma gravação, a denunciante afirma que o diretor do HGE teria promovido mudanças na equipe após a visita, alegando que alguns profissionais foram remanejados e outros desligados por terem mostrado as condições de trabalho no hospital.

"O diretor do HGE colocou um monte de pessoas demitidas porque teve uma pessoa lá, político, e os funcionários estavam lá, acompanhando, mostrando tudo. Depois que a pessoa saiu, ele pegou, remanejou dois, três funcionários de um setor para o outro e os demais também se demitiram, se fiscalizaram, né? E a gente confiou, né? Além do caos lá dentro do HGE", contou.

Diante das denúncias, o vereador David do Emprego manifestou preocupação com os relatos e defendeu que os trabalhadores sejam tratados com respeito.

"É um absurdo o que vem acontecendo aqui no HGE. Como se não bastasse a falta de estrutura e as enormes deficiências, agora até os trabalhadores, que merecem todo o respeito e levam o nome do HGE, estão sendo perseguidos pelo diretor da unidade. Esses profissionais merecem respeito e reconhecimento pelo trabalho que realizam diariamente, muitas vezes em situações difíceis".

O diretor do HGE apresentou uma versão diferente dos fatos e negou problemas relacionados ao funcionamento da unidade. Segundo ele, "o HGE, sim, funciona. O hospital funcionou normalmente através de geradores."

O caso reforça a necessidade de apuração dos fatos pelos órgãos competentes para esclarecer o ocorrido. O vereador também relembra que já passou por situação semelhante ao ser impedido de entrar na Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) durante uma reunião com mães atípicas, mesmo exercendo mandato parlamentar.