Professoras, psicólogas e coordenadoras da Educação Especial defendem que o modelo implantado por JHC seja ampliado para os municípios do interior de Alagoas
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Assessoria PSDB/AL
Professoras, psicólogas, coordenadoras da Educação Especial e outros profissionais que atuam diretamente com crianças e adolescentes com deficiência em municípios do Agreste alagoano participaram, nesta quarta-feira, 29, de uma visita técnica à Casa do Autista e ao Gigantinho Bilíngue do Salvador Lyra. A agenda foi conduzida pelo pré-candidato ao Governo de Alagoas, JHC (PSDB), e por Marina JHC.
O objetivo da visita foi apresentar iniciativas implantadas durante a gestão de JHC na Prefeitura de Maceió e promover uma troca de experiências entre profissionais que vivem diariamente os desafios da educação inclusiva e do atendimento especializado.
JHC recebeu o grupo na Casa do autista. “Antes da Casa do Autista, havia muita judicialização para que essas crianças tivessem o atendimento que ela tem todo dia aqui. E não só aqui, em diversas obras que realizamos em Maceió pensamos na inclusão e no respeito às limitações desses alagoanos. Maceió fez o dever de casa deu um exemplo ao Brasil e é isso que nós queremos levar por toda Alagoas”, ressaltou.
O grupo conheceu o funcionamento da unidade, que reúne atendimento multiprofissional para crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). As visitantes puderam acompanhar de perto a organização dos serviços, a integração entre as equipes e a forma como o atendimento é realizado de maneira humanizada, envolvendo também o acolhimento às famílias.
A psicóloga educacional Maria Isabel, vinculada à secretaria municipal de educação de Coité do Nóia, no Agreste alagoano, realiza a investigação de possíveis ou diagnósticos de transtornos nos alunos da rede escolar municipal. “Eu estou simplesmente encantada com a estrutura, parece realmente que cada detalhe foi pensado para esse público, desde o piso, quando eu coloquei os pés no piso, um sensorial incrível. Muito bem pensado para explorar texturas e formas. A parte da Maceiozinha é incrível, assim eles podem ter uma noção de forma tátil, não só falar. É incrível!”, destacou. A psicóloga também defendeu a implantação de espaços semelhantes nos municípios alagoanos. “Um espaço desse seria muito mais interativo, onde você consegue infinitas possibilidades com as crianças e até mesmo com adultos especiais”, explicou.
A técnica coordenadora da educação especial do município, Eugenia Santos, explicou que em Coité do Nóia são 63 crianças identificadas com algum tipo de transtorno. “Essa iniciativa de Maceió é excelente, é inédito. Um suporte muito qualificado para as crianças com autismo. E não só, nós vimos que tem salas ali onde as mães estão sendo também atendidas pelas psicólogas. JHC está de parabéns”, acrescentou.
As professoras Samia e Karina, do atendimento educacional especializado (AE), defenderam a criação de espaços semelhantes para municípios de toda Alagoas. “assim as teríamos acesso a aumentar o desenvolvimento nas outras áreas que são essenciais paras as crianças além da parte pedagógica, nas atividades diárias, autonomia, enfim, significaria um avanço para o nosso trabalho”, afirmou Samia. A professora Karina destacou ao suporte dado à família. “Em uma reunião recente com algumas mães elas nos relatavam, nós até encontramos pessoas que cuidam dos nossos, mas e quem cuida de nós?”, destacou.
A rede de inclusão da capital tem registrado avanços importantes nos últimos anos. Atualmente, Maceió atende 5.489 estudantes da Educação Especial, sendo 3.381 com diagnóstico de TEA. O município ampliou de forma significativa a estrutura de atendimento, passando de 88 para 121 salas de recursos multifuncionais, aumentando o número de Profissionais de Apoio Escolar de 500 para 1.730, expandindo o transporte acessível e fortalecendo a formação continuada dos educadores que atuam na área.
Durante todo o percurso, JHC e Marina acompanharam o grupo, ouvindo as impressões das profissionais sobre os equipamentos visitados e debatendo os desafios enfrentados pela Educação Especial no interior.
Marina JHC comemorou a visita. “Mais uma vez recebendo aqui nossos conterrâneos, alagoanos do Agreste, então nós estamos muito felizes, são mães atípicas, crianças atípicas que vieram conhecer a casa do autista, esta estrutura linda que queremos levar por toda Alagoas. Hoje é um dia de celebramos e de ouvir também as pautas dessas famílias que são tão importantes”, afirmou.
A visita reforçou a importância de investir em políticas públicas que integrem saúde e educação, fortalecendo a rede de atendimento e oferecendo às equipes técnicas melhores condições para desenvolver um trabalho cada vez mais qualificado junto às crianças e suas famílias.