Jovem dopada e estuprada em AL vira pauta nacional; suspeito segue foragido há mais de um ano
Reportagem de Roberto Cabrini no Domingo Espetacular reacende o caso Maria Daniela; laudo aponta cinco sedativos no organismo da vítima e vereador oferece R$ 100 mil por informações
Por Redação
O caso de Maria Daniela Ferreira Alves, de 20 anos, voltou ao centro do debate nacional após uma reportagem especial de Roberto Cabrini no Domingo Espetacular, da TV Record, exibida neste domingo (5). A jovem foi dopada, estuprada e quase morta em Coité do Nóia, no interior de Alagoas, em dezembro de 2024. O principal suspeito, Victor Bruno da Silva Santos, o "Vitinho", está foragido há mais de um ano, mesmo com prisão preventiva decretada pela Justiça.
O laudo toxicológico encontrou no organismo da vítima cinco medicamentos de uso controlado: Diazepam, Fenitoína, Haloperidol, Nordiazepam e Prometazina, todos com efeito sedativo. Para a polícia e o Ministério Público, a combinação das substâncias indica premeditação. A denúncia é por estupro e tentativa de feminicídio.
O crime aconteceu durante uma confraternização escolar. Maria Daniela foi levada a uma chácara da família do suspeito, onde foi agredida, dopada e asfixiada. Ela ficou em coma por cinco dias. Sobreviveu, mas com sequelas neurológicas irreversíveis. Hoje, a jovem que era saudável e ativa depende de familiares para se alimentar, se locomover e realizar qualquer atividade básica.
O processo está na fase final, aguardando alegações da acusação e da defesa antes da sentença, mesmo sem o réu em custódia. Em fevereiro de 2026, a vítima e testemunhas foram ouvidas em audiência de instrução.
Diante da dificuldade em localizar o suspeito, o vereador Alisson da Tim, de Arapiraca, anunciou recompensa de R$ 100 mil por informações que levem à captura de Vitinho.
O pai do suspeito gravou um vídeo negando o crime e afirmando que o filho prestou assistência à vítima. Em contato com a equipe de Cabrini, disse que Victor Bruno não se apresentou por medo de ser morto, mas não revelou o paradeiro dele. A defesa sustenta que a relação foi consensual. Os advogados de Maria Daniela rejeitam a versão, citando as lesões, o coma e o laudo toxicológico como provas da violência.
Quem tiver informações sobre o paradeiro de Victor Bruno pode acionar a Polícia Civil pelo Disque Denúncia, no número 181, com garantia de anonimato.