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Maribondo acende alerta fiscal na gestão do prefeito Bruno Teixeira

Redação 

A situação fiscal da Prefeitura de Maribondo, sob a gestão do prefeito Bruno Zeferino do Carmo Teixeira, entrou em zona de risco no primeiro semestre de 2025.

Dados do Relatório de Gestão Fiscal mostram que o município já compromete 53,39% da Receita Corrente Líquida com despesas de pessoal, percentual perigosamente próximo do limite máximo de 54% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

O dado chama atenção porque a gestão já ultrapassou o chamado “limite prudencial”, fixado em 51,3%, o que, na prática, impõe restrições legais à administração, como a proibição de criação de cargos, concessão de reajustes e novas contratações.

Na prática, o município caminha no limite da irresponsabilidade fiscal, operando com uma margem mínima de apenas 0,61 ponto percentual antes de atingir o teto legal.

Ao longo dos últimos 12 meses, a despesa bruta com pessoal chegou a quase R$ 52 milhões, sendo que mais de R$ 42 milhões foram destinados apenas a servidores ativos.

Mesmo com deduções legais, a despesa líquida ultrapassa R$ 40,9 milhões, valor que pressiona diretamente a capacidade de investimento da prefeitura e limita ações em áreas essenciais como saúde, infraestrutura e educação.

Outro dado que reforça o cenário de alerta é o volume elevado de gastos com aposentados e pensionistas, que somam mais de R$ 9 milhões no período analisado.