Francisco Sales critica utilização do Canal do Sertão e cobra acesso à água para agricultores de Alagoas
Pré-candidato a deputado estadual afirma que produtores instalados às margens da estrutura continuam sem água para irrigação e cobra políticas de incentivo à produção
Por Redação com assessoria
O pré-candidato a deputado estadual Francisco Sales criticou, nesta quinta-feira (30), o aproveitamento do Canal do Sertão e afirmou que a obra ainda não cumpre plenamente o papel de promover o desenvolvimento econômico e agrícola do interior de Alagoas. Para ele, a ausência de políticas públicas capazes de ampliar o acesso dos produtores à água mantém parte do potencial da estrutura subutilizado.
As declarações foram feitas após visitas a municípios do Sertão e do Agreste, entre eles Delmiro Gouveia e Arapiraca. Sales afirmou ter encontrado agricultores que, mesmo instalados nas proximidades do canal, enfrentam dificuldades para utilizar a água na irrigação.
“É um absurdo ver uma obra dessa magnitude atravessando o Sertão e, ao mesmo tempo, agricultores sem água para produzir e comunidades convivendo com a escassez. Faltam políticas públicas efetivas para transformar o Canal do Sertão em desenvolvimento real para o povo”, declarou.
O pré-candidato defende que, além do abastecimento humano, a infraestrutura hídrica seja utilizada de maneira mais ampla para estimular a agricultura irrigada, especialmente entre pequenos e médios produtores.
Como exemplo do potencial econômico da irrigação no semiárido, Francisco Sales citou Petrolina, em Pernambuco, e Juazeiro, na Bahia. Os dois municípios formam um dos principais polos brasileiros de fruticultura irrigada, aproveitando as águas do Rio São Francisco para produção em larga escala.
“Petrolina conseguiu, Juazeiro conseguiu. Por que Alagoas não pode conseguir? O que falta é vontade política para garantir o uso social e econômico adequado do Canal do Sertão, levando água aos pequenos e médios agricultores, diversificando a produção e gerando emprego, renda e alimentos”, afirmou.
Sales também cobrou a ampliação de perímetros irrigados e uma política que associe o fornecimento de água à assistência técnica e ao incentivo à produção.
“Temos o canal, mas não temos água chegando efetivamente a quem precisa plantar. Falta uso, falta gestão e falta compromisso com os agricultores. É uma vergonha: sem servir à agricultura, o Canal do Sertão é hoje uma obra quase inútil, e isso precisa mudar”, criticou.
A utilização da obra para estimular a produção agrícola deve entrar no discurso de Francisco Sales durante a pré-campanha para a Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE).
Segundo o pré-candidato, caso seja eleito, uma das propostas será defender investimentos voltados à irrigação, assistência técnica rural e criação de condições para que produtores instalados na área de influência do canal possam ampliar a produção.
“Não podemos permitir que o Canal do Sertão se transforme em uma obra vazia e estéril. Precisamos mudar a política para que essa estrutura sirva ao povo, fortaleça a agricultura e produza desenvolvimento em todo o interior de Alagoas”, concluiu.